As falsas raízes judaicas do cristianismo

01/03/2017 16:36

O Mashiach de acordo com o Judaísmo Uma das premissas básicas do Cristianismo é que Yeshua foi o Mashiach previsto pelo Tanach . O Judaísmo sempre rejeitou esta crença. Uma vez que o objetivo dos missionários “cristãos hebreus” ou “judeus messiânicos” é convencer judeus de que Yeshua de fato preencheu os requisitos de Mashiach, faz-se necessário examinar como o Judaísmo entende o que é o Mashiach para entender por que estas afirmações são simplesmente inverídicas. As raízes hebraicas da palavra “messias” A palavra hebraica para Messias é “Mashiach” .

O significado literal e a correta tradução da palavra é “ungido”, o que se refere a um ritual de ungir ou consagrar alguém ou alguma coisa com óleo (Samuel I, 10:1-2). O termo é usado na Bíblia Judaica em referência a uma variedade de indivíduos e/ou objetos; por exemplo, um rei judeu (Reis I, 1:39), sacerdotes judeus (Levítico 4:3), profetas (Isaías 6:1), o Templo Judaico, pão ázimo (Êxodo 40:9 e Números 6:15), e um rei não-judeu (Ciro, rei da Pérsia, Isaías 45:1). Os critérios a serem preenchidos pelo Messias Numa tradução precisa das Escrituras Judaicas, a palavra “Mashiach” jamais é traduzida como “Messias”, mas como “ungido”. No entanto, o Judaísmo sempre manteve uma crença fundamental em uma figura messiânica. Como o conceito de Mashiach foi dado por D’us aos Judeus, a tradição Judaica é a que se encontra mais qualificada para descrever e reconhecer Mashiach esperado. Esta tradição está alicerçada em numerosas passagens bíblicas, muitas das quais estão citadas abaixo.

O Judaísmo entende que Mashiach é um ser humano (sem conotação alguma de divindade) que provocará algumas mudanças no mundo e que deve preencher certos critérios específicos antes de ser reconhecido como Mashiach. Estes critérios específicos são os seguintes:

  1.  Ele deve ser judeu (Deuteronômio, 17:15, Números, 24:17);

  2.  Ele deve ser um membro da Tribo de Judá (Gênesis 49:10) e um descendente patrilinear direto do Rei David (Crônicas 17:11, Salmo 89:29-38, Jeremias 33:17, Samuel II 7:12-16) e do Rei Salomão (Crônicas I, 22:10, Crônicas II 7:18);

  3.  Ele deve reunir o Povo Judeu do exílio e trazê-lo de volta a Israel (Isaías 27:12-13, Isaías 11:12);

  4.  Ele deve reconstruir o Templo Judeu em Jerusalém (Miquéias 4:1);

  5.  Ele deve trazer paz para o Mundo (Isaías 2:4, Isaías 11:6, Miquéias 4:3);

  6.  Ele deve influenciar o Mundo todo para que reconheça e sirva apenas a um Deus (Isaías 11:9, Isaías 40:5, Zefanias 3:9); O lugar onde estes critérios sobre o Messias estão mais bem descritos é o capítulo 37:24-28 do Livro de Ezequiel: “… e Meu servo David será um rei sobre eles, e eles terão todos um pastor, e eles caminharão nos Meus mandamentos e manterão Meus estatutos, e os observarão, e eles viverão na terra que eu dei a Jacob meu servo… e eu farei um pacto de paz como eles; será um pacto eterno e eu porei Meu santuário em seu meio para sempre e Minha morada será entre eles, e eu serei o seu D’us e eles Meu povo. E as nações saberão que eu sou o Senhor que santifica Israel, quando o Meu santuário estiver entre eles para sempre”.(Ezequiel 37:24 –28)


Se um indivíduo falhar no preenchimento de um único destes quesitos, ele não pode ser Mashiach. Porque Jesus não poderia ter sido Mashiach dos Judeus Uma análise cuidadosa destes critérios nos revela que, mesmo que Yeshua tenha sido judeu, ele não preencheu sequer um destes critérios. Uma investigação das contraditórias genealogias de Yeshua demonstra o número de dificuldades com o preenchimento do segundo critério. Especificamente, a Brit Chadashach ( Novo Testamento ) sustenta que Yeshua não teve um pai humano. Nas Escrituras Judaicas, entretanto, está descrito que a genealogia e linhagem tribal da pessoa é transmitida única e exclusivamente por um pai humano (Números 1:18, Jeremias 33:17). Por isso, Jesus jamais poderia ser um descendente nem da tribo de Judá e nem dos Reis David e Salomão. Existem ainda mais problemas quando se tenta provar a genealogia de Yeshua através de Yosef, esposo de Miriam (mãe de Yeshua). O Novo Testamento afirma que José era um descendente do Rei Jeconias, a quem a Bíblia Judaica amaldiçoou para que não tenha descendentes “sentados no trono de David e reinando sobre Judá” (Jeremias 22:30). A genealogia de Yosef, mesmo que fosse relacionada a Yeshua, esbarraria num rei que não teve filhos e desqualificaria o próprio Yeshua como Mashiach. Finalmente, temos o problema das contagens contraditórias da genealogia de Yeshua em Matityáhu (Mateus), capítulo 1 e Lucas, capítulo 3.


A explicação dos messiânicos e a mais comum para estas contradições é que a genealogia de Lucas é matrilinear. Entretanto isto é infundado, mesmo a partir do original em Grego. Adicionalmente, já foi estabelecido que a descendência remonta somente ao lado paterno, fazendo com que qualquer explicação seja irrelevante. Mesmo que alguém pudesse traçar a genealogia através do lado materno ainda assim teríamos problemas com o texto de Lucas 3:31 que atesta que Miriam descendia de David através de Natan, irmão do rei Salomão, e não do próprio Salomão, como profetizado em Crônicas I, 22:10 na Bíblia Judaica.


O terceiro, quarto e quinto critérios sobre o Mashiach obviamente ainda não foram cumpridos, nem no tempo de Jesus, nem depois. Qualquer afirmação cristã que estes critérios serão preenchidos em uma “segunda vinda” é irrelevante porque o conceito do Mashiach chegar duas vezes não tem bases escriturais.
Resumindo, não podemos afirmar que alguém seja o Mashiach até que ele atenda a todos os requisitos acima mencionados.
A maneira como os cristãos entendem o Mashiach difere enormemente do ponto de vista judaico. Estas diferenças se desenvolveram como resultado da influência cristã durante o tempo do Imperador Constantino e do Concílio de Nicéa em 325 e.C.
A história nada deixou sobre Yeshua (Jesus) em seus dias. Mas uma simples análise da própria Bíblia nos deixa claro que a crença fundadas em Yeshua (Jesus) é um dos maiores enganos a que o mundo já se submeteu.


Mesmo até alguns anos após a data conhecida como da crucifixão de Yeshua (Jesus), o Cristianismo não era algo expressivo. Os grupo de judeus que o tiveram como “o Messias” era pequenino. Mas, à medida que outros povos ouviam dizer que um homem fora morto e ressuscitara no terceiro dia e tudo estava previsto havia séculos, o movimento cresceu até encher a Terra. O que o povo não sabia, e muitos não sabem até hoje, é que os apóstolos usaram textos que nada tinham a ver com predição, ou era predições de coisas que deveriam ocorrer em tempos determinados no passado e não ocorreram, adaptando tudo a Yeshua (Jesus). A isso deve em muito o sucesso do Cristianismo.
As análises históricas mostram que nada ficou escrito sobre Yeshua (Jesus) em seus dias, o que nos dá uma idéia da insignificância de seu grupo. Entretanto, usando textos descontextualizados, algumas décadas depois, os evangelistas convenceram o mundo de que Yeshua (Jesus) fosse o messias de que falaram os profetas . O incrível é que os que hoje continuam citando essas coisas fecham os olhos e tampam os ouvidos quando mostramos esses enganos.


Fontes: - Grupo Anti-Missionário - Rabino Stuart Federow