De acordo com a bíblia... Nos vemos todos no inferno!

09/03/2017 17:32

De acordo com a Bíblia o crente cristão tem enormes possibilidades de ir ao inferno; quase tão altas como as de qualquer ateu. Todo crente sabe que só “crer que Deus existe” não é suficiente mérito para evitar o castigo infernal. Deus exige algo mais: uma salada de fé e obras, que segundo a Bíblia é muito difícil de conseguir. De fato, a própria Bíblia diz que poucos serão os escolhidos e que “estreita é a porta que conduz ao céu”, então é bom ir se preparando psicologicamente para passar uma boa temporada no inferno.

E FICARÃO DE FORA...

“Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.” I Coríntios 6:10

“Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.” APOCALIPSE 22:15

"Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte." APOCALIPSE 21:8

Devasso: Dissoluto, libertino, licencioso.
Dissoluto: Devasso, corrupto.
Libertino: Livre de qualquer peia moral
Licencioso: Que usa de excessiva licença; indisciplinado, desregrado. Sensual, libidinoso; libertino.

Idólatras: Que adora ídolos. Idolátrico. Respeitante à, ou próprio da idolatria.
Idolatria: Amor ou paixão exagerada, excessiva Culto prestado a ídolos

Adúlteros: Que violou ou viola a fidelidade conjugal.

Efeminados: Diz-se do homem que adota a aparência feminina, ou que tem gestos, modos que lembram os das mulheres; adamado. Excessivamente delicado; mole, brando, pusilânime. Diz-se do homem que é homossexual.

Sodomitas: Quem pratica a sodomia. Conjunção sexual anal, entre homem e mulher, ou entre homossexuais masculinos.

Ladrão: Que furta. 
Furtar: Apoderar-se de (coisa alheia móvel); subtrair fraudulentamente (coisa alheia); roubar. Fazer passar como seu (trabalho, obra, pensamento, etc., de outrem). Falsificar, contrafazer

Avarentos: V. avaro
Avaro: Que tem avareza, que é sórdido e excessivamente apegado ao dinheiro.
Avareza: Falta de generosidade; mesquinhez.

Bêbados: Que se embriagou ou alcoolizou.

Maldizentes : Que ou quem fala mal dos outros, tem má língua; maledicente, malédico, malfalante.

Cães: 4 verbetes 
cão1
[Do lat. cane.] Substantivo masculino. Mamífero carnívoro, tipo dos canídeos (v. cânis).
cão2
[Do persa , ‘estalagem’.] Substantivo masculino. Mercado público, no Oriente Médio.
cão3
[Do lat. canu, ‘velho de cabelos brancos’.] Adjetivo. Que tem cãs; encanecido.

Feiticeiro: Que faz feitiços.
Feitiços: Artificial, factício

Prostituir: Iniciar na vida de prostituto; entregar à devassidão; desmoralizar, corromper. Desonrar-se, aviltar-se, praticando ações vergonhosas ou indecorosas; rebaixar-se. Deixar-se corromper por suborno de favores.

Homicidas: Que ocasiona a morte de alguém. Que leva à prática do homicídio, ou a pensar em praticá-lo. 
Homicídio: Morte de uma pessoa praticada por outrem; assassínio.

Mentira: Hábito de mentir. Ideia, opinião, doutrina ou juízo falso.
Mentir: Afirmar coisa que sabe ser contrária à verdade; dizer mentira(s). Dar uma indicação contrária à realidade; induzir em erro; ser causa de, ou dar margem a engano; iludir. Cessar de ser bom, legítimo, verdadeiro; degenerar

Tímido: Que tem temor; receoso. Acanhado, retraído.

Incrédulo: Falto de crença; ímpio; descrente. Ateu, ímpio, incréu.

Abomináveis: Verbo pronominal: Ter horror a si mesmo; detestar-se, odiar-se.

Fornicadores: Que ou aquele que fornica ou é dado a fornicar.
Fornicar: Praticar o coito; copular. Pecado da carne.

Pois é...E tem crente que diz que basta "aceitar Jesus", mas segundo a bíblia não é tão fácil assim.
Os cristãos que dizem basta crer em Jesus não devem se esquecer disso:

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?
E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.
Mateus 7:21-23

Me parece que do total dos 31,5% de cristãos se 5% conseguir se salvar já será muito!

Ser condenado ao castigo infernal do Deus de amor não é algo exclusivo dos ateus, muitos crente, possivelmente a maioria deles, seguramente fará companhia aos ateus no tormento eterno, pois sabemos que só o fato de “crer que Deus existe” não é nenhuma garantia de salvação. Do ponto de vista cristão, para qual inferno irão os ateus e os não salvos? Porque, se o crente não sabe, há muitos “infernos” ou pelo menos várias versões dele segundo a Bíblia, assunto que complica e confunde qualquer um, o que pode ser um sério problema para a salvação do crente. Desde pequeno os cristãos são bitolados de que existem apenas duas opções simples e radicais: se é bom será premiado com o céu, mas se é mau vai para o inferno sofrer por toda a eternidade. Simples… Não?
Não. Não é tão simples.

O que a Bíblia nos diz e o que circula entre as crenças populares é que há vários locais parecidos com o inferno ou parte prévia para chegar ao verdadeiro lugar de castigo.
Confuso? Pois então vamos repassar rapidamente um pouco sobre esse assunto estranho e ambíguo dos diferentes “infernos”.

O Purgatório.
É um lugar totalmente inventado pelos Católicos, onde absolutamente todos os seres humanos, após a morte, irão expiar ou “purificar” seus pecados banais, que mesmo não merecendo a condenação eterna, é necessário limpá-los para entrar no céu

El Limbo.
Outro lugar inventado, para onde supostamente irão as crianças que morrem sem serem batizadas e não receberam a bênção ou palavra de Jesus. Alguns inventam também que é para onde vão também as pessoas que, por razões de cultura diferente ou época, nunca receberam “a palavra de Deus”; entre estes estão os dementes e loucos, os aborígenes e indígenas, os que nasceram em uma zona aonde nunca chegou a “fé cristã”, etc.
Um dia o Vaticano se deu conta do incrivelmente absurdo que era crer na existência de um lugar assim e decidiram simplesmente eliminá-lo, ou seja, na realidade nunca existiu, deixando os fiéis iludidos e muito decepcionados.

O Seio de Abraão ou Limbo dos Profetas
Outro desses estranhos lugares prévios ao céu/inferno aonde vão todas as pessoas boas que viveram antes da chegada de Jesus e sua “nova” doutrina montada com diversos plágios. Neste caso não seria um tipo de inferno, mas uma espécie de pré-céu. Entre os que se encontram neste lugar estão Abraão, Noé, Moisés, o rei Davi e todos os juízes e profetas do Antigo Testamento.
Só há uma referência do “Seio de Abraão” na Bíblia e é em uma suposta parábola!

Há uma série de lugares e termos que a Bíblia nos mostra e que fazem recordar o inferno. Sempre há muitas discussões entre os próprios crentes para definir se estes lugares são “infernos” como tal. Ao que parece nem mesmo entre eles conseguem se colocar de acordo sobre o lugar para onde vamos nós, os pecadores, após a morte.

Vejamos alguns deles:

Hades
Este termo provém do Deus grego “Hades” (ᾍδης) cujo domínio e reino era o inframundo, também chamado Tártaro; lugar de tormento e sofrimento eterno para onde iam as almas pecadoras após a morte. Os primeiros cristãos utilizaram a palavra grega “Hades” para traduzir a palavra hebraica “Sheol”.

Por isso vemos como em Atos se copia ao pé da letra um versículo de Salmos apenas trocando a tradução de “Seol” ao Grego.
- Atos 2:27 - Porque não deixarás a minha alma no Hades, Nem permitirás que o teu Santo veja a corrupção.
- Salmos 16:10 - Pois não abandonarás a minha alma ao Cheol, Nem permitirás que o teu santo veja a corrupção.

A palavra "Hades" se encontra 11 vezes no Novo Testamento e se entende normalmente como "a morada dos espíritos mortos", onde não há sofrimento (ou seja, é só uma espécie de sepultura de inconsciência total), exceto em um versículo, que se encontra na absurda história do “Rico e Lázaro”, onde o Hades parece ser um lugar de desespero e sofrimento bastante profundo.
No apocalipse o Hades é lançado no “lago de fogo”, Isto parece indicar definitivamente que o Hades NÃO é um inferno de sofrimento como tal, mas uma simples“ vasilha” ou lugar onde os mortos estão sem fazer nada até a hora do Juízo final.

Isto é interessante porque há livro apócrifo que descreve como é esse “Hades”; o livro é “3 Baruc”, também chamado “O apocalipse grego de Baruc”, que se acredita ter sido escrito depois do ano 130 ou talvez tão tarde como a princípios do terceiro século ou ainda além. É atribuído a Baruch ben Neriah. Este livro descreve o estado de Jerusalém depois do saque por Nabucodonosor em 587 AEC e explica como pôde sobreviver o judaísmo, quando o templo já não existia. Aqui o Hades é descrito como um obscuro monstro-serpente ou dragão que bebe um codo de água do mar por dia e possui 200 pletros de comprimento. (Um “Pletro” é uma “milha Grega” e mede aproximadamente 32 metros).

Seol
O Seol é uma palavra hebraica ל א que se traduz como "tumba", "poço", ou "morada dos mortos". Segundo o Antigo Testamento é um lugar de obscuridade para onde vão todos os mortos, tanto os justos como os injustos e que, apesar do comportamento em vida, é um lugar de quietude e obscuridade separado de Deus. Aparece 65 vezes nas Escrituras Hebraicas.
Os habitantes do Seol eram as "sombras" (Segundo algumas crenças, estes são os refaitas ou os gigantes de Nefilim), entidades sem personalidade ou força. E que em algumas circunstâncias poderiam colocar-se em contato com os vivos, como a pitonisa de Endor, que contatava com a sombra de Samuel.
Durante o período do Segundo Templo (aproximadamente 500-70 AEC) estas ideias sobre o Seol se ampliaram, já que em alguns textos o Seol é o lugar dos justos e dos injustos, mas separados em compartimentos respectivos. Para outros, se tratava de um lugar de castigo, destinado somente para os ímpios que morriam. Quando as escrituras hebraicas foram traduzidas ao grego, a palavra "Hades" substituiu o Seol Hebreu.
Bem, parece bastante claro: os Israelitas acreditavam que ao morrer as almas iam para um lugar similar a uma tumba, onde não havia castigos nem penas. Ou seja, NÃO acreditavam no inferno ou em um lugar de sofrimento eterno.

Geena
Geena (em Grego: γέεννα e em hebraico: גהנם ) é um termo que se utiliza para descrever um lugar fora da antiga Jerusalém conhecido como vale de Hinom, que é um dos vales principais que rodeavam a cidade velha.
Segundo a Bíblia, este foi o lugar para onde iam inicialmente os israelitas apóstatas e os seguidores de diferentes deuses como Baal ou Moloque para sacrificar seus filhos com fogo (2 Crônicas 28:3: 33:6; Jeremias 7:31; 19:2-6). Também era o lugar onde a cidade queimava seu lixo, então sempre havia chamas e fogo ali. O Vale de Hinom é também o lugar tradicional do campo do alfarero comprado pelos sacerdotes depois do suicídio de Judas, com o "dinheiro de sangue" com que Judas foi pago por trair Jesus.
Nas escrituras judaicas, cristãs e islâmicas, Geena é um destino dos ímpios.

Há religiões, como as Testemunhas de Jeová, que NÃO creem em um inferno literal e que o Geena é só uma referência direta ao Vale de Hinom, sem que tenha relação com um lugar de sofrimento post mortem. Simplesmente é o lugar onde as almas são destruídas sem esperanças de ressurreição.
Entretanto, para os judeus a imagem de inferno como lugar de castigo ou destruição dos ímpios se produz com frequência na Mishná. O Geena é considerado um lugar como o purgatório onde os maus vão sofrer até que tenha expiado seus pecados. Afirma-se ainda que a quantidade máxima de tempo que um pecador pode passar neste lugar é de um ano, com a exceção de cinco pessoas que estão ali por toda a eternidade. Finalmente, o termo hebraico Gehena se converteu em um nome figurado para o lugar de purificação espiritual para os ímpios mortos do judaísmo. A maioria dos judeus crê que o período de purificação ou castigo se limita a só 12 meses e cada dia de sábado está excluído do castigo. Depois disso a alma ascenderá a Olam Ha-Ba, o mundo por vir, ou são destruídos se em vida foram muito maus.
O nome dado ao inferno no Islamismo, Jahannam, deriva diretamente de Geena. O Corão contém 77 referências a Gehena (جه نم ), mas não há nenhuma referência a Hades (ه يدز ).

Inferno
Este é o mais conhecido por todos. É o célebre e mítico “Inferno de castigo Eterno”, o lugar para onde irão os pecadores. O “Lago de fogo e enxofre”.

O lugar “onde o verme não morre e o fogo não se apaga” (Marcos 9:47-48), onde é “pranto e ranger de dentes” e imperam as trevas e o silêncio da ausência do Deus “onipresente”. (Mateus 13:49-50) É comparado a uma espécie de prisão onde há angústia e tormento; e se exclui da presença de Deus (mesmo ele sendo onipresente). O fogo do inferno é a retribuição do pecado e o castigo por rejeitar voluntariamente a Deus; ali não é possível o arrependimento e não há esperança alguma.
Como já vimos, nas atuais Bíblias se toma o termo “Geena” como sinônimo de “Inferno”. Segundo a enciclopédia Católica há muitas definições para o que entendemos normalmente como inferno. Além Geena e Hades, encontramos no Novo Testamento muitos outros nomes para o sofrimento dos condenados. É chamado de “inferno menor” (2 Pedro 2:4) “abismo” (Lucas 8:31) “lugar dos tormentos” (Lucas 16:28) “lago de fogo” (Apocalipse 19:20 e outros) “fornalha de fogo” (Mateus 13:42; 50) “fogo inextinguível” (Mateus 3:12 e outros) “Fogo eterno” (Mateus 18:8; 25:41; Judas 7) “trevas exteriores” (Mateus 22:13; 25:30) “nevoeiro” ou “escuridão das trevas” (2Pedro 2:17; Judas 1:13). O estado dos condenados é chamado “destruição” (ἀπώλεια, Filipenses 3:19 e outros) “perdição” (ὄλεθρον, 1 Timóteo 6:9), “destruição eterna” (ὄλεθρον αἰώνιον, 2 Tessalonicenses 1:9) “corrupção” (φθοράν, Gálatas 6:8), “morte” (Romanos 6:21), “segunda morte” (Apocalipse 2:11 e outros).
Todas estas diferentes definições resumem o verdadeiro significado: os pecadores sofrerão grandes horrores e angústias no inferno.

Até aqui já conseguimos nos dar conta que esse negócio que ocorre depois da morte, não é tão simples como “Vamos ao Céu ou ao Inferno”, é muito mais complexo e obscuro. As religiões e as próprias divisões dentro de uma religião lutam entre elas para definir este conceito abstrato de castigo ultraterreno. Tudo isso baseado nas absurdas palavras escritas em um livro muito velho e caduco que pretende dizer a seus leitores o que ocorrerá após a morte se não fazem o que esse mesmo livro lhes ordena.

- A Bíblia não é clara expondo ao leitor qual e como será seu lugar de castigo.
Por isso, se já parecia absurdo o fato da existência de um “Inferno”, depois de tudo isso nos damos conta de que é muito pior...