Paulo versus Jesus

07/03/2017 17:42

Jesus diz para perdoar setenta vezes sete, Paulo manda entregar a Satanás (1co 5,5)
Jesus ensina a saudar os inimigos,pois se saudarmos só os que nos amam somos iguais aos maus; Paulo exorta que se desvie e se exclua da congregação os que professam outra fé.
Jesus disse para não julgar; Paulo para julgar
Jesus disse que não veio abolir a lei; Paulo disse que ele aboliu
(engraçado que Jesus disse uma coisa, ai ele morre, ressuscita e depois aparece para Paulo para corrigir o que ele havia dito: "Ah, eu mudei de ideia, eu vim abolir a lei sim)

São poucos os pontos em comuns entre os ensinos de Paulo e Jesus, e os mais comuns são os menos utilizados, como a caridade, a humildade, o auxilio ao próximo etc....

Notamos inúmeras contradições nos escritos de Paulo:

Paulo conhecia o Sumo Sacerdote, que lhe dera cartas de recomendação (Atos 9:1-2)...
... mais tarde, Paulo mente, ao dizer que não conhecia o Sumo Sacerdote, pois, pela sua posição social e religiosa, decerto o continuaria conhecendo, ainda que tivesse sido substituído (Atos 23:1-5).

Paulo afirmou, categoricamente, que era "israelita, da tribo de Benjamin" (Romanos 11:1)...
...que era "hebreu" (2 Coríntios 11:22; Filipenses 3:5) ...e que era "judeu" (Atos 22:3).
No entanto, saiu com esta declaração: "Fiz-me judeu para os judeus, para ganhar os judeus" (1 Coríntios 9:20). Ora, ninguém, que já é judeu, 'faz-se judeu'.

Disse que após a visão subiu a Jerusalém e ao mesmo tempo disse que não subiu, e por ai vai. Afinal Paulo disse que pregava o SEU evangelho, não o de jesus (Rm 2,16/2Tm 2,8).

Por isso que Paulo colocou em sua epístola que a letra mata, porque se as pessoas começarem a ler e a raciocinar, a fé em paulo estaria morta. Por isso que os evangélicos utilizam este chavão, para impedir as pessoas de pensarem. Estudar para que né, é só pedir pro espirito santo e pronto, por isso hoje tem uma igreja diferente em cada esquina!

Há muito mais a dizer sobre Paulo, mas por ora já é mais do que suficiente para arrancar a máscara de santidade que sempre encobriu o “grande apóstolo” e revelar sua verdadeira cara de falsário.

Paulo existiu literalmente como figura histórica?

É provável que sim. Mas evidentemente não um Paulo idêntico ao que mostram as escrituras (mago, curandeiro, milagreiro). E sim um indivíduo extremadamente astuto, que por una serie de circunstancias adversas da vida, viu em sua época a oportunidade perfeita de sair de seu anonimato e “criar” uma religião baseada em um ser totalmente mágico e milagroso.

- Claro, é possível que até mesmo o próprio Paulo seja uma invenção mais dos membros da igreja primitiva para moldar e apoiar os seus planos teológicos, embora menos provável.

Talvez Paulo só desejasse ter uma oportunidade entre muitos dos movimentos religiosos que abundavam na época, mas sua proposta foi tão extraordinariamente boa e eficaz que depois foi adotada por outros interessados transformando-a de acordo com as necessidades do momento e embelezando-a com milagres e feitos sobrenaturais, chegando a criar o que hoje conhecemos como cristianismo.

1. Mas porque Jesus? Perguntará o leitor cristão.
2. A resposta seria: E porque não?

Certamente que este "Jesus" foi um dos muitos autoproclamados messias que abundavam no primeiro século e assim como muitos outros foi crucificado. Seus seguidores querendo dar a seu líder um caráter sobrenatural (para continuar com a revolução, agora baseada em um personagem mágico) simplesmente o ressuscitaram. Assim, tendo eixo de seu plano um Jesus crucificado pelos romanos, cujos ajudantes e irmãos disseram que tinha ressuscitado, Paulo tinha o jogo praticamente ganho por que:

1. perpetuava um tema que era familiar entre os meios helenísticos cultos, um tema que tinha alcançado até os meios mais populares e que eles estavam prestes a cristalizar de forma real em um personagem que só era suficiente oferecer-lhes;

2. De fato, há um candidato razoável para ocupar a posição desse "Jesus", foi Jesus bar-Juda, líder revolucionário, possivelmente líder de uma seita messiânica, com a vantagem de que os seus partidários já tinham feito para Paulo metade dos trabalhos preparatórios ao montarem a lenda da ressurreição.

Vejamos algumas conclusões:
O próprio Paulo se definia como um mentiroso e enganador, que é algo que não podem negar nem mesmo os crentes, pois o próprio Paulo expressa isso em algumas de suas cartas.
1. Mentiroso confesso:
2. Mentiu sobre seu nascimento e ascendência;
3. NÃO era judeu de nascimento
4. MENTIU ao dizer que era “fabricante de tendas”:
5. Há muitas mentiras em torno do suposto “Apedrejamento de Estevão” do qual Paulo teria sido testemunha.
6. Sua “conversão” no caminho para Damasco está cheia de irregularidades
7. Paulo manipula a seus leitores afirmando que toda sua iluminação está baseada em “visões”, falsidades comprovadas.
8. O próprio Paulo nos diz em suas cartas que sofre de alguma enfermidade física, podemos concluir que poderia ser desde ataques de epilepsia até sífilis. Toda essa história das visões poderia originar-se de um problema patológico.
9. Podemos concluir enfaticamente que Paulo NÃO é nenhum apóstolo nem nada parecido, baseando-nos na própria informação Bíblica.
10. Paulo ignora e manipula as leis judaicas das quais demonstra desconhecimento, principalmente na questão da circuncisão.
11. Tudo sobre o nascimento e a ascendência de Paulo é uma confusão conveniente. Segundo ele próprio é judeu, romano, fariseu..
12. Todas, absolutamente todas as suas alegadas viagens ao redor mundo para promover a sua doutrina estão cheias de mentiras, problemas históricos e geográficos, manipulações e enganos descarados.
13. Também observamos que suas epístolas possuem grandes erros, descaradas manipulações que não parecem ter o mínimo de inspiração por Deus, mas simplesmente manobras de um personagem mentiroso e oportunista.
14. A fase antes da chegada a Roma também deixa muito a desejar.
15. Também o seu naufrágio e estadia na ilha de Malta é um absurdo e uma mentira óbvia.
16. Até a sua morte (supostamente decapitado pelas autoridades romanas) é cheia de mistérios e absurdos que beiram a irracionalidade mais ridícula.
17. Nós também podemos observar como a doutrina de Paulo estava longe daquela que Jesus oferece nos Evangelhos, a tal ponto que parece desconhecê-lo completamente.

Amigo leitor cristão, podemos afirmar com muita propriedade que foi Paulo e não Jesus o fundador do cristianismo como uma nova religião que se desenvolveu fora do comum. Nesta nova religião, a Torá foi revogada porque tinha um caráter provisório. O mito central da nova religião era o da morte expiatória de um ser divino. A crença neste sacrifício e um intercambio da morte mística da divindade, formaram o único caminho para a salvação. Paulo concebe essa religião com base em fontes helenísticas, principalmente da fusão de conceitos retirados do gnosticismo e conceitos retirados de religiões com base no "mistério", especialmente do orfismo. A combinação desses elementos com características tomadas do judaísmo, em especial a incorporação de escrituras judaicas reinterpretadas e manipuladas para fornecer um contexto histórico e sagrado para o novo mito, que era uma ideia original e Paulo foi o criador deste amálgama.